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Driblando a falta de recursos,
Driblando a falta de recursos,
O cinema é uma arte acessível para todos? O grupo de teatro são-joanense do bairro Senhor
dos Montes aposta que sim. Com o filme “O Milagre da Catifunda” já em fase de edição, eles
provam que é possível driblar até mesmo a falta de recursos. “Você tem que fazer um pouquinho
de tudo: produção, direção, edição e artista... e sem ter nenhum centavo para estrutura”, afirma o
barbeiro Fernando Souza, que dirigiu o filme ao lado do porteiro Flávio da Costa.
Na arte do teatro amador desde 1995, Fernando é membro atuante do grupo do Sr. dos Montes,
voltado para espetáculos bíblicos em São João del-Rei. Um deles você talvez já tenha visto:
“Soltem Jesus, prendam Barrabás” - a encenação da Paixão de Cristo - conta com mais de 500
mil visualizações no YouTube.
Com orçamento praticamente zero, eles contaram com a atuação voluntária de 70 artistas. A
trupe vendeu rifas para custear os R$ 2 mil dos câmeras Arimateia e Gilson. A edição, também
voluntária, está por conta do Michel Montadon, técnico da UFSJ e coordenador do projeto de
extensão CineNave.
Sucesso no bairro e reconhecido na cidade, o primeiro filme “O Velório da Catifunda” foi lançado
em 2012 no CineGlória, e alcançou 3 mil pessoas no YouTube. Em 2014, foi a vez de “Herdeiros
da Catifunda”, que já tem mais de 21 mil visualizações. Com o terceiro filme, Fernando espera
encerrar a trilogia.
“A história da Catifunda surgiu num bate papo da barbearia, com o Flávio (co-diretor). Queríamos
mostrar o velório que ninguém comenta. As conversas de pessoas que vão à cerimônia para
prestar homenagem, que não são da família e, portanto, não ficam tão tristes”, conta Fernando.
Planos para o futuro? Lançar um livro com a história desse já clássico são-joanense. “Temos que
valorizar o amador. Nada nasce perfeito. E todo mundo pode fazer qualquer coisa”, disse o
barbeiro.
Sinopse:
Catifunda era uma senhora de muitas posses que faleceu. O primeiro filme fala sobre o seuvelório. No segundo, seus herdeiros disputam a herança. De repente, o delegado da cidade
descobre que ela morreu envenenada. Enquanto isso, um deputado que teve campanhas
patrocinadas pela Catifunda tenta aliciar os herdeiros para que mantenham o financiamento. O
padre também entra na disputa por uma boquinha na grana da morta. Para o terceiro curta, as
eleições acontecem e o resultado abala a cidade. Só um milagre pode salvar essa história. Será
que Catifunda é santa?
Ficou curioso(a) e quer assistir essas duas tramas? A QuintIndica traz o link para você!
Fotografia: Acervo do filme

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