Para quem gosta de viajar e viver uma experiência além de só passear superficialmente por calçadas, o aconselhável é ler e se informar sobre o lugar visitado. Um leitor está sempre mais sensível às belezas de um lugar. Mesmo o morador, que se deixa banalizar pelo cotidiano, pode se beneficiar de livros sobre sua cidade para redescobrir o lugar que habita com o mesmo prazer de um turista.
Um bom exemplo é o livro “Uma história de amor e música – São João Del Rei, Prados, Tiradentes”, de 2013. Trata-se de uma reportagem do casal de jornalistas Celso Nucci e Marilia Scalzo. Eles possuem uma casa de veraneio em Tiradentes e, ao perceber a íntima ligação do Campo das Vertentes com a música, decidiram pesquisar sobre o assunto. Assim, os dois partiram junto com o fotógrafo Eugênio Sávio, numa pequena expedição por essas cidades.
Foram mais de 70 entrevistas com instrumentistas desses municípios, além das fotografias. Ao tentar entender como uma atividade nascida ainda no período colonial continua sendo realizada com fidelidade até o século XXI, o trio percebeu a maneira que essas comunidades preservaram o seu reportório de música sacra e profana – captando, assim, uma parte essencial da identidade local.
Essa forma mais apurada de registro é, segundo o fotógrafo e arquiteto, Cristiano Mascaro, “a essência”. Ele traz no eixo da sua obra uma visão mais íntima das cidades e consegue fazer a passagem do particular para o universal.
O livro “Tiradentes - um olhar para dentro” ilustra isso. Ao invés de se prender aos altares cobertos de ouro, às igrejas barrocas e às construções solenes, o foco é no interior das casas, nos moradores e no cotidiano da cidade, além dos detalhes das ruas e dos becos. Aspectos mais íntimos, que chamam para uma reflexão sobre a identidade da cidade a partir do olhar do visitante.
Nasce uma escritora
Também foi durante uma viagem que a estudante de Jornalismo, Lívia Gallo, encontrou a inspiração para lançar o livro de poesias “Antes do outro, um”, em maio deste ano, no Centro Cultural da UFSJ.A obra pode ser adquirida pelo site da editora Chiado Books ou por contato com a própria escritora através do seu perfil no Facebook. Confira abaixo, o processo criativo de Lívia, na entrevista que ela deu ao Quintindica.
Quintindica (Q) - Há quanto tempo você escreve e como foi o processo de escrever um livro?
Lívia Gallo (LG) - Sempre gostei de escrever de escrever. Creio que a escrita poética entrou realmente em minha vida quando morei na Colômbia, em 2017, porque lá me senti muito sozinha e a poesia foi uma forma de me encontrar, de desabafar, de falar honestamente com o mundo. A criação do livro começou aí, e eu nem imaginava que havia começado. Depois de dois anos, mais ou menos, vi se juntasse grande parte das poesias que vinha escrevendo daria um livro legal.
Q - Você acha que jornalismo e poesia se misturam ou separa a jornalista da escritora?
LG - Acho que jornalismo e poesia se misturam, sim. Acho que tudo que há no mundo se mistura com a poesia. A natureza, a energia, a fé, o amor, os fatos cotidianos... A poesia é sobre tudo isso. O jornalismo me fez ser uma escritora melhor, mais profunda, mais verdadeira. Acredito que quando a Lívia poeta entra em ação leva um pouco da Lívia jornalista.
Q - Como está sendo a repercussão do livro?
LG - A repercussão do livro tem sido positiva, apesar de alguns tipos de artes não serem tão comerciais, no sentido de venda mesmo. Acho que uma música é mais fácil de espalhar do que a poesia. A poesia precisa inteiramente da atenção do seu leitor (ou ouvinte) para ser contemplada, e nesse mundo de correria as pessoas não estão parando para ver, para ler. Mas eu acredito que toda arte é um processo e demanda tempo. Acredito que o "Antes do outro, um" será visto de maneira natural pelo público, ele apenas acabou de nascer.
Q - E quais são as expectativas agora depois do livro publicado, noite de lançamento? Você tem planos para seu futuro como escritora? Algum livro já sendo escrito?
LG - As expectativas são as melhores possíveis. Quero apenas que as pessoas leiam as minhas poesias, o meu livro, porque só assim ele atinge o propósito de existir. Só quando a poesia é compartilhada e sentida que há um porquê de existir. É como a música que é feita e não é ouvida, se a poesia não for lida e sentida, perde o valor. Então o meu objetivo é tentar levar a poesia para as pessoas. Faço isso também pelo Instagram no meu perfil chamado "Versariarse". O meu plano é continuar escrevendo. Faço isso porque gosto, não sinto que é um trabalho. Tenho muitas outras poesias escritas, venho escrevendo quase todo dia. Então, é certo que um próximo livro vira.
Q - Você acha que jornalismo e poesia se misturam ou separa a jornalista da escritora?
LG - Acho que jornalismo e poesia se misturam, sim. Acho que tudo que há no mundo se mistura com a poesia. A natureza, a energia, a fé, o amor, os fatos cotidianos... A poesia é sobre tudo isso. O jornalismo me fez ser uma escritora melhor, mais profunda, mais verdadeira. Acredito que quando a Lívia poeta entra em ação leva um pouco da Lívia jornalista.
Q - Como está sendo a repercussão do livro?
LG - A repercussão do livro tem sido positiva, apesar de alguns tipos de artes não serem tão comerciais, no sentido de venda mesmo. Acho que uma música é mais fácil de espalhar do que a poesia. A poesia precisa inteiramente da atenção do seu leitor (ou ouvinte) para ser contemplada, e nesse mundo de correria as pessoas não estão parando para ver, para ler. Mas eu acredito que toda arte é um processo e demanda tempo. Acredito que o "Antes do outro, um" será visto de maneira natural pelo público, ele apenas acabou de nascer.
Q - E quais são as expectativas agora depois do livro publicado, noite de lançamento? Você tem planos para seu futuro como escritora? Algum livro já sendo escrito?
LG - As expectativas são as melhores possíveis. Quero apenas que as pessoas leiam as minhas poesias, o meu livro, porque só assim ele atinge o propósito de existir. Só quando a poesia é compartilhada e sentida que há um porquê de existir. É como a música que é feita e não é ouvida, se a poesia não for lida e sentida, perde o valor. Então o meu objetivo é tentar levar a poesia para as pessoas. Faço isso também pelo Instagram no meu perfil chamado "Versariarse". O meu plano é continuar escrevendo. Faço isso porque gosto, não sinto que é um trabalho. Tenho muitas outras poesias escritas, venho escrevendo quase todo dia. Então, é certo que um próximo livro vira.
Texto por: Daniela Mendes
Foto: Divulgação


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