• Veganismo e vegetarianismo fazem bem para a saúde e o bolso

      Frutas, verduras, legumes… e nada de carne. Essas são as bases do veganismo e vegetarianismo, cada vez mais apreciados pelo público universitário.
    Uma pesquisa do Ibope de maio de 2018, indica que o número de adeptos deste tipo de dieta dobrou nos últimos seis anos, chegando a 29 milhões de pessoas.

      Os estudantes da UFSJ Pedro Henrique Lopes e Carlos Eduardo Portela acreditam que este tipo de alimentação faz bem para a saúde e para o bolso. Moradores da República A, B ou C, eles alternam entre fazer almoço em casa, almoçar no restaurante mais próximo e nos restaurantes Popular e Universitário.

      Na República, existe ainda mais um vegetariano e um carnista. Os vegetarianos acabam gastando menos com alimentação. Quando almoçam em restaurante, cada vegano ou vegetariano gasta R$ 6. Quem opta por um prato com carne paga adicional.

      Uma boa dica que eles dão para equilibrar os gastos é cozinhar em casa: um almoço caseiro sem carne custa, em média, R$ 25, dividido para os quatro. E, geralmente, ainda sobra para o jantar.

      O R.U. oferece opção vegetariana variada e a refeição sai por R$ 2,75. Já no Restaurante Popular, o almoço é R$ 2,50 e não dispõe de opção vegana ou vegetariana.

      “As pessoas creem que nós só somos saudáveis se comermos carne. Mas isso não é verdade”, afirma Pedro Lopes. Os estudantes percebem que, ao adotar essa dieta, obtiveram uma melhora em relação ao corpo, principalmente, no funcionamento intestinal, além de se considerarem mais saudáveis.


    Cores e sabores
      A nutricionista Maria Reis concorda com os efeitos identificados pelos estudantes e completa citando outros benefícios, como a redução do colesterol, diminuição da propensão ao câncer e do índice de glicose sanguínea, através da quantidade de fibras, frutas e legumes.

      No entanto, Maria pondera que “é importante que não ocorra a exclusão de nutrientes. Por exemplo, a combinação de proteínas vegetais, como arroz e feijão, forma proteína completa. Ao excluir alimentos de origem animal, estamos deixando de consumir nutrientes como a vitamina B12, cálcio, ferro e zinco. A B12, por exemplo, é um micronutriente encontrado exclusivamente em produtos de origem animal e utilizado na síntese de glóbulos vermelhos, atuando na prevenção da anemia. Uma das possíveis alternativas para suprir o consumo desses nutrientes é através de suplementação”.

    Anote a dica!

      A administradora e cozinheira Rose de Deus comanda o Espaço Calêndula e foi a pioneira deste tipo de culinária na cidade. Iniciou vendendo pães integrais em São João del-Rei e depois ampliou pela região, principalmente Tiradentes, onde é chamada de “Arroz Integral”.

      Em 2002, criou o Calêndula para oferecer comidas vegetarianas e veganas sem glúten. Segundo ela, seu principal público sempre foi o da universidade: “muitos alunos e professores vinham comer no restaurante e meu objetivo sempre foi fazer comida a preço acessível. Hoje, abro meu espaço para que estudantes sejam meus colaboradores”, conta.

    Dona Rose preparando o almoço para seus convidados
      Atualmente, o Espaço Calêndula só funciona através de reserva, tendo também um hostel, comércio de congelados das culinárias vegana e vegetariana e produção de buffet em eventos. Rose ainda ministra workshops para levar esse padrão de dieta adiante, já que considera importante o conhecimento por parte da população.

      O Espaço Calêndula fica na R. Tenente Gentil Palhares, n. 175, Largo da Cruz, São João del-Rei.

    Texto por: Emerson William
    Fotografia: Ana Gualda
  • Veja também:

    Nenhum comentário:

    Postar um comentário